segunda-feira, 8 de março de 2010

BIBLIOTECA VIRTUAL

Algumas sugestões...


Geografia: Uma introdução à ciência geográfica. Ed. São Paulo: Avercamp, 2008. Autor: Auro de Jesus RODRIGUES.






A obra traz em linguagem a história do pensamento geográfico e contextualizando com os movimentos atuais desta ciência em direção à fenomenologia, geotecnologias e a chamada Geografia ecológica.






Amazônia: uma perspectiva interdisciplinar. Ed. Manaus: Edua. Editora da Universidade do Amazonas, 2002. Autores diversos. RIVAS, Alexandre & Carlos Edwar de Carvalho FREITAS (Orgs).






A obra é composta por uma coletânea de textos sobre a Amazônia em seus aspectos geoambientais, biodiversidade, geodiversidade e sistemas de produção. É escrita por pesquisadores e grupos de pesquisadores da região ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM).






A Globalização da Natureza e a Natureza da Globalização. Ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 2006. Carlos Walter Porto Gonçalves.






Importante obra para o entendimento das mudanças ocorridas sobre o paradigma do meio ambiente e a correlação com o capitalismo. Discorre sobre os recursos naturais e os movimentos ambientais como forças propulsoras nas mudanças recentes dos comportamentos.

A GEOGRAFIA, A CIÊNCIA E EU

Segue algumas palavras do estimado Mestre.



Mauro Jeusy Vieira Bechman, geógrafo.





A Geografia é uma das ciências mais antigas da humanidade, dispersa nos saberes da antiguidade há quem fale em que ela começou a existir com o próprio homo sapiens. Os caminhos da ciência foram se moldando com o aprimoramento do conhecimento da sociedade sobre a natureza e conseqüentemente trilhando outras perspectivas a partir do cartesianismo.

Este poderoso ramo do saber humano foi então a partir da divisão das ciências se departamentalizando refletindo no posicionamento da Geografia nas universidades. Este fato, estranho à natureza do pensamento geográfico, gerou um certo mal-estar nos geógrafos e nos epistemólogos da Geografia. Afinal, como poderia uma ciência cuja natureza generalizante e de conexidade assentar-se sob uma divisão administrativa e normativa da ciência, reinante nas universidades até os dias atuais.

Neste sentido, a Geografia enquanto campo disciplinar ficou posicionada junto às ciências sociais e humanas ora nas chamadas geociências e até nas ciências da terra. Isto tem, em certo sentido, estreitado o olhar geográfico, tendo o fragilizado durante décadas enquanto conhecimento válido para a explicação das ações e percepções humanas sobre o espaço.

A partir do último quartil do século XX, a Geografia retornou vigorosa ao debate científico em uma amplitude jamais vista, pois seus aspectos descritivos passaram a materializar-se na vida cotidiana pelas ações e movimentos dos novos paradigmas de questionamento do cartesianismo e do modernismo. Uma nova visão de ciência que emergia após as duas grandes guerras mundiais e os acintosos movimentos sociais e ambientais da década de 1960, trouxeram a Geografia para o embate junto a sociedade como instrumento de revelação-negação dos modelos societários como o capitalismo e o socialismo.

Elementos novos como a mutilculturalidade, a tranversalidade e transdiciplinaridade e o questionamento profundo do racionalismo nutrem o debate contemporâneo sobre a relação sociedade-natureza. Assim sendo, o geógrafo e os professores de Geografia passaram a ter papel de destaque numa sociedade que se mundializa e que não deseja cometer os mesmos erros de um passado que a Geografia vem denunciando enquanto um saber social. Seria pretensão demais esgotar o debate apenas nestas linhas. Mas encontrar uma razão para estudar Geografia seria enveradar por divagações, prefiro ficar com a visão do filosófo Antonin Artaud (1896-1948) em explicita que nossos corpos são com uma Geografia, cortado por linhas que se encontram e fogem à medida que podem ver os outros e a si mesmos como possibilidades outras.



Saudações Geográficas!
Antropologia: O Campo e a Abordagem Antropolólgicos1

Cassandra Silva Santana2, Pedro Marcos M. Andes3





Resumo



Homens que observam homens em cada sociedade nos diferentes continentes, com a perspectiva de iniciar uma ciência que não fosse para questionar somente a “natureza” o “natural” e sim passar a questionar a si mesmo não sendo mais somente o sujeito da história e a partir dali sendo também o objeto de estudo, onde surgiu na Europa, à ciência chamada Antropologia que daria inicio a esse estudo com ramificações que hoje se é bastante valorizado.

Dando se inicio ao estudo primeiramente com as sociedades ditas “primitivas”, as que não estavam nos padrões da civilização dos Norte americanos e Europeus, seriam os selvagens ou não civilizados, o objeto de estudo? Ou por acharem ser superiores, uma sociedade evoluída, por analisarem que os povos primitivos eram qualificados como simples, sem tecnologia. A antropologia com métodos surgiu no século xx, e o objeto empírico das sociedades primitivas estava desaparecendo com a nossa evolução social, e adotaram outras linhas para seguir como o camponês e não só empiricamente mais sim epistemologicamente, todas as sociedades todos seus caracteres como: língua, costumes, religião, valores, princípios, prioridades, objetivos.

Esta colocação poderá seguir um dos seguimentos da antropologia ou relacionar campos de enfoque como – 1 – antropologia biológica variações no espaço e tempo, genética e meio como adaptou se, maturação de cada individuo por meio cultural. – 2 - antropologia pré – histórica é o estudo através dos vestígios materiais enterrado no solo quaisquer atividades tipo de atividade humana. – 3 – antropologia lingüística através dela se é imortalizada cada cultura. – 4 – antropologia psicológica estuda os indivíduos seus comportamentos racionais e irracionais. – 5 – antropologia social e cultural estuda tudo de uma sociedade hábitos, valores e costumes.

O que percebemos que a antropologia veio cientificamente mostrar as nossas diversidades culturais, relíquias históricas e quebrar preconceitos estabelecidos

Palavras-chave: Antropologia, civilização.





1Trabalho desenvolvido no âmbito da disciplina Antropologia Cultural do Curso de Licenciatura em Geografia na UNINORTE.

2Acadêmica em Licenciatura em Geografia (cassandrageo@yahoo.com.br)

3Professor orientador .

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Relações Culturais

Acadêmicos:
CASSANDRA SILVA SANTANA



MARCELO OLIVEIRA DA CRUZ


As relações culturais são desenvolvidas a partir da produção do homem em determinado espaço e tempo. São construídas a cerca de crenças, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade.
Caracteriza - se pelo conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de uma sociedade: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social entre outros.



Cultura;



Conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou "civilização".
Vivemos numa sociedade não homogênea.

Qualquer produção cultural esta sujeita a avaliações que depende da posição social do grupo do qual ela surgiu.
Quando se fala de conhecimento, despreza se o saber popular para se valorizar apenas a ciência.
Ao se tratar de técnica, exaltasse a mais refinada tecnologia.
Ao se referir arte contemporânea, pensa se nas pinturas de Picasso.
Quando se volta a atenção a arte popular é para considerar como arte menor ou produção exótica e objeto de curiosidade.


Cutura Erudita
Também conhecida como cultura de Elite, por ser produzida por uma minoria de intelectuais. (Artista, filósofos, cientistas).

Existe nessa cultura um maior rigor na elaboração – sendo por isso uma produção elitizada, acessível a um público restrito.
E a verdadeira compreensão não é fácil mais se dá num longo preparo.

Cultura Popular

Cultura produzida pelo Homem.

É vista como folclore – conjunto de lendas, contos, provérbios, práticas concebidas oralmente pela tradição.
É uma cultura dinâmica – estando em constante transformação.
Antonio Gramsci -1981 a 1937, reconhecia que a classe trabalhadora não conseguia expor sua própria visão de mundo, contra a ideologia dominante qualquer que fosse.
Senso Comum – Manifestada de maneira fragmentada, confusa e até contraditória.
Para Gramsci, o povo teria que ter intelectuais orgânicos aqueles oriundos deles mesmos capazes de elaborar de forma erudita o saber difuso.

Cultura de Massa
Resulta de meios de comunicação de massa como cinema televisão, rádio jornal, imprensa ou seja eles atende rapidamente um número enorme de pessoas pertencentes a todas as classes sociais e de diferente formação cultural.

A cultura de massa é totalmente distinta da erudita e da popular, surge após a revolução industrial.
Ë uma realidade que modifica a maneira de perceber o mundo e pensar o espaço.


Cultura Popular individualizada
Feita a exposição dos três tipos de cultura, erudita, popular e a de massa, é provável que vocês estejam se perguntando onde encaixar algumas produções culturais, como: A música de Caetano Veloso, a Adoniram Barbosa as peças de Teatro Guanieri ou teatro de revista.

Trata se da cultura popular individualizada, que se caracteriza por ser produzida por escritores, compositores, artistas plástico, dramaturgos, cineastas em fim, intelectuais que não vivem dentro das universidades (E portanto não produzem cultura Erudita), nem são típicos representantes da cultura popular (que se caracteriza pelo anonimato) nem na cultura de massa (que resulta do trabalho de equipe).


Então educar para qual Cultura?
As diversas manifestações culturais são expressões diferentes de uma sociedade heterogênea.

Luis Milanesi – caracterizou cultura através de ter verbos:
Informar - pela tradição da cultura como doação, que mais se procurou oferecer é a informação: através de bibliotecas, discotecas, videotecas nas escolas.
Discutir – discussão, como oportunidade de reflexão e critica, por meios de seminários, ciclos de debate, a partir de temas indicados pelo momento.
Criar – informar e discutir completam o terceiro verbo: criar, toda ação cultural que se preze tende oferecer oficinas de criatividade, laboratórios de invenção, a fim de romper com a simples reprodução da cultura.


 
A Cultura não é absorvida. Ela se compartilha e se transforma sempre levando em conta a perspectiva criacionista, tanto do autor como do expectador.



A sociedade caracteriza – se com relações culturais pluralistas. Portanto não há cultura superior, o que existe são heterogeneidades de poder (dominação), este detém o conhecimento cientifico e tecnológico. Determinando assim, suas culturas, através de suas ideologias


 

ARANHA, Maria Arruda Terreiro. Filosofia da Educação, São Paulo Ed. Moderna,1996

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Climatologia

Centro Universitário do Norte – UNINORTE
Curso de Licenciatura em Geografia

Assunto: Massas de ar

Acadêmica: Cassandra Silva Santana
Professor: Manoel Ricardo Dourado Correia.

01 de dezembro 2009.

A Movimentação do ar é alimentada pela repartição desigual da energia solar e influenciada diretamente pela rotação da Terra. Os centros atmosféricos de ação, ou áreas que exercem o controle climático do planeta, são reconhecidos como de alta pressão (anti-ciclonais) ou de baixas pressões (ciclones ou depressões).

O que são massas de ar?

• Devido ao dinamismo da atmosfera sua definição simples: é uma unidade aero lógica, ou seja uma porção da atmosfera, de extensão considerável, com característica térmicas e higrométricas (umidade de ar ou de gás) homogêneas.

• Sendo que está dimensão horizontal ou vertical pode ser em quilômetros. (variação por convecção ou advecção) .

Formação

• Requer três condições básicas como: superfície plana, extensão, baixa altitude e homogeneidade. (Troposfera)

• Maioria das vezes massas de ar origina se nos lugares onde a circulação são mais lentas e as situações atmosféricas mais estáveis, como regiões de alta pressão subtropicais e polares.

Exemplo:

Massa de ar polar atlântica (MPA) é fria e seca na Patagônia (primária), sua região de origem; contudo ao atingir o litoral Brasileiro (secundária), encontra se bem mais aquecida e torna se úmida. (devido maior radiação das baixas latitudes, que provoca queda da temperatura). (Desloca se sobre as águas mais aquecidas do Atlântico subtropical e tropical).

• Movimentação de uma massa de ar é marcada por uma alteração permanente de suas características, que ressalta o dinamismo da atmosfera na sua interação com a superfície a partir do movimento do ar.

• Quando massa de ar não sofreu modificação expressiva das condições originais é chamada de massa de ar primária, quando apresenta modificações e passa por novas áreas é chamada de massa ar secundária.

Características principais

• Temperatura e Umidade.

• Posição zonal área de origem de uma massa de ar define condição térmica, assim baixas latitudes são quentes, nas médias latitudes são frias e, nas altas latitudes glaciais.

• Umidade da massa de ar esta na origem onde superfície se originou úmida quando forma sobre regiões marítimas ou oceânicas (baixas e médias) e seca, sobre regiões continentais.

• Amazônia caso particular massa de ar equatorial continental(MEC) pois devido a evapotranspiração e pela ação de ventos de leste que trazem umidade oceânica.

As massas de ar são muito importantes no estudo do tempo e do clima por que os influenciam diretamente na área na qual predominam. As características meteorológicas de uma massa de ar dependem dos processos térmicos e hídricos e da distribuição vertical desses elementos (isto é, taxas de queda). A taxa de queda determinará a estabilidade ou não da massa de ar, enquanto conteúdo de umidade indica a capacidade potencial da massa de ar para produzir precipitação.

Nas Terras do Bem Virá

Reforma Agrária – Conflitos, Nas Terras do Bem Virá


No documentário Nas Terras do Bem Virá onde a relação de latifundiários (grileiros), o povo alia - se juntamente com o MST – Movimento dos sem terras, para tratar da questão de ocupação desigual das terras. Onde a elite detém de forma “irregular” apropriação das mesmas, tirando as pessoas natas de sua realidade e até por meio de pistolagem. Exemplo como a Companhia do Vale do Rio Doce usa e usou o Governo do Estado através da policia Militar manipulando interesses da elite.

O Estado fez diversos comerciais dizendo que Homem sem terras no Nordeste e terras sem Homem na Amazônia. Isso gerou ocupação na Amazônia com escravidão com a ideologia imposta que aqui teria leite e mel, que seria o céu. Até mesmo a festa que pulou Tocantins “o boi”, veio do maranhão e Goiás, expandiu se na Amazônia com incentivos fiscais da SUDAM e em meio século se desmatou na Amazônia mais que em qualquer outra época na história da humanidade, lugar de maior biodversidade do mundo essa expansão caótica e irracional.
A maior incidência de trabalho escravo e também de desmatamento no Pará e Mato Grosso. "Hoje o Estado é incapaz de cumprir seus planos ambientais", citado por Ewin Bispo. O presidente Medici pronunciou “terras sem Homem” e isso era uma inverdade pois os índios já existiam. Através do “uteis possidetis”, os grileiros requeriam as terras ou com armas ou com documentos falsos e os nativos e pessoas sem terras eram despejados e obrigados a saírem migrando. Pistolajem vira uma profissão onde há por parte da policia ocultação de cadáveres, mantido pelo dinheiro do latifúndio e impunidade.

Para o procurador Felício a Amazônia deveria ser permanente sustentável, até porque as mesmas pessoas do sul do Pará que devastaram e devastaram outras áreas atrás de recursos naturais.

No Pará a irmã Dorothy fez um trabalho de assentamento e surgiu o PDS – Produtores Desenvolvimento Sustentável, que seriam grupos de assentados. Por falta de apoio da justiça ocorrem os conflitos agrários.

Até hoje no Brasil os conflitos agrários são presentes, estimasse que 25 mil pessoas vivessem em regime de escravidão e paralelamente a devastação do meio ambiente.